Por que não me ufano tanto

Os dados de um século de Brasil mostram o descompasso entre crescimento econômico e atraso social.

Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa


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  Indicadores Econômicos


Dada a tradição nacional, deste os tempos do conde Afonso Celso, de ver o otimismo como obrigação cívica e patriótica, não é surpresa que alguns jornais da terça-feira 20 de setembro, ao tratar da publicação do estudo Estatísticas do Século XX pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia anterior, tenham enfatizado tanto o lado positivo.

A ponto de, às vezes, forçar a barra. Leia-se a manchete de O Estado de S. Paulo – “O Brasil no século 20: um país 100 vezes mais rico”.

Não é bem assim. O que se queria dizer é que o PIB real cresceu cerca de cem vezes de 1901 a 2000, pois a população cresceu 9,45 vezes e a parcela do PIB a que cada brasileiro teoricamente tem direito aumentou 11,2 vezes. Não parece mal, pode-se pensar, se levarmos em conta  que, no mesmo período, o PIB mundial cresceu 18,65 vezes, a população 3,86 vezes e a renda per capita 4,83 vezes. Mas não é o mesmo que dizer que, de alguma forma, ficamos cem vezes mais ricos. Na melhor das hipóteses, ficamos onze vezes mais ricos – isso se estivermos entre as camadas relativamente privilegiadas que conseguiram defender sua fatia no bolo nacional.

Se observarmos em detalhe o comportamento da renda per capita ao longo do século, porém, o quadro começará a parecer ainda menos festivo e mais preocupante. Praticamente todo o crescimento da renda per capita deu-se nos primeiros oitenta anos, principalmente na segunda metade desse período (1940 a 1980). Nos 23 anos seguintes, oscilou para cima e para baixo, mas, em média, marcou passo. Pode-se concluir, dependendo do deflator usado, que a renda per capita do ano 2003 é um pouco maior ou um pouco menor do que a do final dos anos 70, mas é certo que não houve melhora substancial.

O crescimento médio da renda per capita ao longo do século aproxima-se de uma exponencial com crescimento de 2,9% ao ano. À atual taxa de crescimento da população (1,63% ao ano), o Produto Interno Bruto precisaria crescer hoje 4,6% ao ano apenas para a renda per capita não se afastar ainda mais de sua trajetória histórica. Que isto ainda soe como uma meta muito distante é apenas o sintoma mais evidente de que as coisas não vão tão bem.

Em que ponto começaram a descarrilhar? Se compararmos no mesmo gráfico a medida em que o PIB per capita afastou-se do ritmo secular de crescimento e a evolução das dívidas nacionais (dívida interna da União e dívida externa), três tropeços ficam nítidos.

Se deixarmos de lado a crise relacionada à interrupção das exportações de café pela I Guerra Mundial, o primeiro tropeço sério do século XX ocorre no final dos anos 20: o rápido crescimento das importações e da dívida externa devido à valorização do café na primeira metade da década acaba em desastre quando a crise de 1929 fez o principal produto de exportação da República Velha reduzir-se a um terço do seu valor.

Foi preciso uma década para a recuperação, trazida pelo surto de industrialização desencadeado durante a II Guerra Mundial. Os recursos financeiros necessários à implantação de uma infra-estrutura industrial, até então negados, foram proporcionados pela adesão de Getúlio Vargas à causa aliada. Iniciou-se então o primeiro ciclo de crescimento acelerado: de 1940 a 1952, a renda per capita triplicou e a economia cresceu a mais de 10% ao ano.

Nos doze anos seguintes, de 1952 a 1964, o crescimento, ainda que menos espetacular, foi invejável pelos padrões de hoje: cerca de 4% ao ano, com uma melhora de mais de 10% na renda per capita.

Três anos depois do golpe militar, iniciou-se o então propagandeado “milagre brasileiro”: o PIB cresce a taxas próximas de 10% anuais e a renda per capita dobra. Mais uma vez a euforia acaba em endividamento excessivo, desta vez para financiar grandiosos projetos industriais e de infra-estrutura que deveriam construir o “Brasil Potência” sonhado pela ditadura.

Muitos deles, porém, ficaram inacabados ou enferrujaram na ociosidade. Em 1979, o segundo choque do petróleo foi acompanhado pela elevação brusca das taxas de juros devido à decisão dos EUA de recuperar o controle das finanças mundiais. Foi o segundo tropeço: o sonho dos generais foi interrompido tão bruscamente quanto o dos oligarcas do café, cinqüenta anos antes.

Desta vez, porém, dez anos não bastaram para uma retomada convincente. Uma boa oportunidade foi perdida em 1986, quando o presidente Sarney jogou pela janela o sucesso inicial do Plano Cruzado para garantir resultados eleitorais de curto prazo. O comprometimento da credibilidade da política monetária fez o País continuar a rolar ladeira abaixo por anos e anos.

Em 1994, o Plano Real significou outra oportunidade para colocar a casa em ordem. A condução imprudente do câmbio e das finanças públicas, porém, fizeram o endividamento crescer em disparada. Novamente, as expectativas de um crescimento acelerado foram abortadas por uma crise internacional – só que, desta vez, antes mesmo de se iniciar o ciclo de crescimento que supostamente se basearia no investimento estrangeiro globalizado.

Depois que as autoridades econômicas dos EUA e do FMI acabaram de persuadir as economias frágeis do mundo – incluindo o Brasil – a liberalizar seu mercado financeiro, a conseqüência foi a generalização de crises financeiras e monetárias que inibiram o investimento nos países afetados, elevaram o custo de suas dívidas e forçaram a maior parte do mundo a acumular reservas cambiais, investindo nos EUA e invertendo o fluxo de recursos que a globalização supostamente traria aos países “emergentes”.

Não seria tão ruim se a concentração de renda não tivesse se agravado nos mesmos períodos. Para aferi-la, costuma-se usar o índice Gini. Esse índice é igual a zero quando a distribuição é perfeitamente igualitária e igual a 1 quando é absolutamente concentrada.

Segundo a ONU, os países com melhor distribuição de renda, como Suécia, Japão, Hungria e Finlândia, têm esse índice perto de 0,25. Os EUA e a China estão perto de 0,40. Hoje, o país com renda mais concentrada é a Namíbia, com índice Gini de 0,70.

O Brasil, em 1960, tinha um Gini de 0,497 – um pouco melhor que os índices do México ou da Nigéria de hoje. Em 1970, porém, esse índice já tinha saltado para 0,565 – pior que o da Colômbia e da Guatemala – e, em 1977, às vésperas da consumação do “milagre”, para 0,625.

 

Desde então, o índice do Brasil tem oscilado entre 0,60 e 0,64, na embaraçosa companhia de países como Botsuana e Serra Leoa. Ao contrário do que se propalava em 1994, o Plano Real não teve efeito significativo sobre a distribuição de renda que, em 2000, voltou a piorar ligeiramente (de 0,60 para 0,61).

Como o IBGE não tem dados para calcular índices Gini antes de 1960, a análise do que se passou nas décadas anteriores é mais difícil.  Pode-se, porém, recorrer aos dados sobre a participação dos salários na renda nacional, que contam uma história não muito diferente. De 1947 ao início dos anos 50, cerca de 42% do PIB eram destinados aos assalariados. Nos anos JK, cerca de 46%, ainda bem abaixo do que se vê nos EUA, onde os salários giram em torno de 60% da renda nacional desde os anos 30.

Em 1970, porém, os empregados retinham apenas 40% do PIB e, em 1975, 36%. A redemocratização esboçou uma recuperação desse índice, mas a inflação veio a galope para corroê-la, em poucos anos. O Plano Real congelou o número onde o encontrou: em cerca de 38%. "É preciso primeiro crescer o bolo, para depois dividi-lo", dizia-se durante a ditadura militar. Não é preciso dizer que parar de crescer não ajudou a dividir o bolo.

O resultado é o que se vê: de um lado a Daslu, de outro, os sem-teto: a Bélgica e a Índia, cada vez mais apartadas. O verdadeiro milagre brasileiro é que isso, até agora, não provocou uma guerra civil declarada.

Há, por outro lado, uma guerra não declarada, refletida nas galopantes estatísticas criminais – 41.802 em 1998, ante 11.194 em 1979 – e um crescente mal-estar com a longa estagnação, que se reflete na falta de perspectivas de progresso pessoal e ascensão social, principalmente para os jovens brasileiros.

Mas e o aspecto social? Nos anos FHC, fez-se muito alarde da melhora do Índice de Desenvolvimento Humano e da queda dos índices de analfabetismo e mortalidade infantil. Esses avanços foram reais, mas é preciso colocá-los no contexto internacional para não exagerar seu significado. Os índices de saúde e educação melhoraram em todo o mundo e o Brasil não foi exceção, mas também não se destacou.

Como o crescimento da renda per capita no Brasil foi (ao menos até os anos 70) superior à média mundial, seria de se esperar que também tivesse avançado mais que a média em outros indicadores sociais, mas não foi isso que aconteceu.

 

Taxa de Analfabetismo como % da população de mais de 15 anos de idade                                                                                                                                                                                               

País

1900

1950

1960

1970

1975

1980

1985

1990

1997

2000

Brasil

65

51

39

34

30

26

22

19

16

14,8

Média mundial

 

44

40,5

37

 

30,45

 

23,9

 

20

Peru

 

 

39

28

 

18

18

15

11

10,1

México

77

35

35

26

 

17

15

13

10

8,6

Equador

 

44

33

 

26

24

17

14

10

8,4

Colômbia

58

38

27

19

12

14

15

13

9

8,3

Portugal

73

44

 

29

 

21

18

15

9

7,8

Paraguai

 

34

25

20

 

 

12

10

8

6,7

Chile

50

20

16

11

11

 

8

7

5

4,2

Cuba

57

24

25

 

 

 

8

6

4

3,3

Argentina

53

14

9

7

 

6

5

5

3

3,2

Espanha

59

18

 

10

8

7

6

5

3

2,4

Coréia do Sul

 

 

 

12

10

7

5

4

3

2,2

Itália

48

19

 

5

5

4

3

2

2

1,6

Haiti

 

90

 

79

 

 

52

47

53

 

Guatemala

 

71

62

54

54

 

48

45

33

 

Nicaragua

 

62

 

43

 

13

 

 

33

 

Honduras

67

65

55

 

43

 

32

27

27

 

El Salvador

 

60

51

43

 

33

31

27

23

 

Republica Dominicana

 

57

36

33

 

 

20

17

17

 

Bolívia

 

68

 

 

 

 

28

23

16

 

Panamá

 

30

23

22

 

14

12

 

9

 

Cingapura

 

54

 

31

 

18

11

 

9

 

Venezuela

 

48

 

24

 

15

14

8

8

 

Filipinas

51

40

 

17

 

17

10

 

5

 

Costa Rica

 

20

16

12

 

 

8

7

5

 

Tailândia

 

48

 

21

 

12

7

 

5

 

Uruguai

 

 

10

6

6

 

5

4

3

 

Bélgica

20

3

 

 

 

 

 

 

0

 

Canadá

17

4

 

 

 

 

 

 

0

 

França

17

3

 

 

 

 

 

 

0

 

Estados Unidos

11

3

 

 

 

 

 

 

0

 

Fonte: Fernando Reimers – Educación, Desigualdad y Opciones Políticas en America Latina en el siglo XXI

 

Em 1900, a taxa de analfabetismo do Brasil era de 65%. Assustadoramente alto pelos padrões de hoje, não estava tão fora do padrão dos países latinos nesse início do século XX. A taxa do México era de 77%; a de Portugal, 73%; a da Espanha, 59%, a de Cuba, 57%; a da Itália, 48%.

Cinqüenta anos depois, porém, a renda per capita do Brasil havia quintuplicado e o PIB havia crescido 15 vezes, mas seu analfabetismo ainda estava em 51%. Enquanto isso, o México o havia reduzido para 35%; Portugal, para 44%; a Espanha, para 18%; Cuba, para 20% e a Itália, para 19%.

Nenhum desses países havia crescido tanto quanto o Brasil – e, além disso, o México e a Espanha haviam passado por revoluções sangrentas e a Itália, por uma guerra catastrófica. O Brasil já estava atrás da média mundial de 44%, que inclui os países mais atrasados da África e da Ásia. Na América Latina, só a Bolívia e os países mais pobres da América Central tinham índices piores.

Em 1970, a renda per capita da Coréia do Sul era apenas 63% da brasileira – mas sua taxa de analfabetismo já era três vezes menor e já havia atingido a universalização do ensino primário. E de boa qualidade: em relação à renda per capita, os salários dos professores sul-coreanos são os mais altos de todos os países da OCDE. Um terço de século depois, a renda per capita do país é 2,55 vezes superior à do Brasil.

Enquanto os economistas do mercado financeiro nos ensinavam que “fazer a lição de casa” é cortar as despesas públicas e pagar os juros da dívida em dia, o ensino brasileiro levava bomba. Está há cinqüenta anos em recuperação, sem poder se orgulhar dos resultados. A muito custo, a taxa de analfabetismo do Brasil (14,8% em 2000) conseguiu ser reduzida a algo menor que a média mundial, hoje em torno de 20%. Nesse ano, porém, a taxa de analfabetismo já havia caído para 8,6% no México, 7,8% em Portugal, 2,4% na Espanha, 3,3% em Cuba e 1,6% na Itália.

E, além de alfabetizar menos, o Brasil alfabetizou com pior qualidade do que a maioria dos países do mundo. Quanto mais ofereceu educação às massas, mais deteriorou sua qualidade.

Uma avaliação internacional da educação efetuada pela Unesco entre estudantes de 41 países em 2002 colocou o Brasil em 37º lugar em leitura. Detectou que 50% dos brasileiros na escola estão apenas no nível 1 de alfabetização – ou seja, são analfabetos funcionais, capazes de identificar palavras em anúncios e capas de revista e de assinar o próprio nome, mas não de usar a leitura para aumentar seus conhecimentos e competências em outros assuntos.

Ligeiramente atrás, mas em patamar semelhante, estavam Macedônia, Indonésia e Albânia. Apenas um dos países pesquisados estava distintamente pior nesse aspecto: o Peru (80% no nível 1) – que, em compensação, tinha uma taxa de analfabetismo total menos ruim que o Brasil (10,1% em 2000).

A situação não parece estar melhorando: uma pesquisa divulgada pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro mostrou que apenas 25% dos brasileiros podiam ser considerados plenamente alfabetizados (nível 3) em 2002 – contra 26% em 2001.

Os resultados da pesquisa da Unesco em matemática e ciências foram ainda menos animadores para nós: em ambas as classificações, o Brasil ficou em penúltimo lugar, à frente apenas do Peru. A Coréia do Sul? Ficou em 7º lugar em leitura (depois da Finlândia, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Hong Kong), 3º em matemática (depois de Hong Kong e Japão) e no 1º em ciências.

No que se refere à saúde – tão importante quanto a educação para a construção da cidadania e do trabalho qualificado – não há dados que permitam fazer uma avaliação satisfatória da situação na primeira metade do século, mas a evolução na segunda metade parece ser rigorosamente paralela à da educação. Para resumir o complicado quadro da saúde, é indicado tomar a mortalidade infantil, um indicador particularmente sensível às condições sociais – menos a disponibilidade de médicos e remédios do que a de boa comida e saneamento.

Mortalidade infantil: mortes até 5 anos por mil nascidos vivos

País

1955

1960

1965

1970

1975

1980

1985

1990

1995

1999

Brasil

184

165

148

128

110

87

64

54

48

45

Portugal

127

109

78

61

37

24

18

13

11

8

México

149

125

114

102

87

65

51

41

32

24

Chile

157

147

103

79

53

33

25

17

15

10

Paraguai

96

84

79

78

69

54

44

35

34

35

Argentina

74

71

68

61

51

36

29

26

24

22

Cuba

55

48

44

37

24

21

18

12

11

9

Média das Américas

140

121

108

96

80

65

52

44

38

34

Média Mundial

180

160

143

128

112

97

84

76

70

67

Fonte: Ahmad, Lopez e Inoue: The decline in child mortality: a reappraisal

De acordo com os critérios usados pela ONU (mortes de nascidos vivos até os 5 anos de idade), a mortalidade infantil do Brasil caiu de 184 por mil em 1955 para 45 por mil em 1999. O desempenho parece bom e até conseguiu ultrapassar a média mundial, que caiu de 180 por mil para 67 por mil no mesmo período. Mas poderia ter sido muito melhor: no mesmo período, Portugal reduziu a mortalidade de 127 para 8; o Chile, de 157 para 10; o México, de 149 para 24; a Coréia do Sul, de 152 para 11; Cuba, de 55 para 9. Ainda não alcançamos o Paraguai, que reduziu sua mortalidade infantil de 96 por mil em 1955 para 35 por mil em 1999.

Esse atraso na educação e na saúde – indicadores do que se passou no conjunto do quadro social – parece ter sido o fator mais decisivo não só do mau desempenho social brasileiro quanto da dificuldade crescente do país em recuperar-se das crises a partir dos anos 80, quando o domínio real da tecnologia e da informação (não necessariamente da tecnologia da informação) tornou-se mais decisiva para o crescimento e a participação no mercado mundial do que a construção de indústrias e de infra-estrutura.

A quem responsabilizar? A República Velha, para começar. Para os barões do café, como para os coronéis do sertão, não era preciso saber ler ou escrever para colher café ou criar gado. Mas o getulismo e seus sucessores também deixaram muito a desejar: Getúlio Vargas criou o Ministério da Educação e Saúde, mas suas realizações ficaram aquém das necessidades nacionais e do que países com condições econômicas similares puderam realizar. Principalmente em qualidade: na era do populismo e da industrialização extensiva, convinha que o trabalhador soubesse ler avisos, publicidade e manuais técnicos, não mais do que isso – lógica que a ditadura militar levou às últimas conseqüências.

Há o hábito de atribuir as mazelas do País à escravidão. A importância desta não pode ser negada – não é possível esquecê-la enquanto negros e mulatos continuarem a ser discriminados e a ter a metade da renda média dos brancos, além de herdar um analfabetismo várias vezes maior. Mas a escravidão começou a morrer em meados do século XIX, enquanto o latifúndio dominou o país até 1930 e continua a ser uma força política decisiva

Ainda não nos livramos da mentalidade oligárquica do latifundiário, que continua a ser o modelo não só da elite industrial nativa, como também dos gerentes das transnacionais. Não se pode esperar reverter essa mentalidade em um mandato. Mas não se pode cobrar de qualquer governo menos do que um esforço sério para romper com ela e colocar o País em um rumo mais promissor.