Globalização
conhecimento crítico em busca da construção de um mundo novo
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O rebaixamento das montadoras de Detroit confirma o fim do modelo que fez a fortuna dos EUA.
Cada vez mais agressivo, o Império estadunidense reposiciona suas peças para um novo jogo.
As potências inflam e distorcem a ameaça do terror para usá-la como instrumento de poder. E a mídia as ajuda.
Volta ao mundo da intolerância
Casos alarmantes atestam o enraizamento do preconceito entre países dos mais “progressistas”.
A transição da nova Rússia, oligárquica e burguesa, para um capitalismo de Estado nacionalista e autoritário.
Este artigo resulta da combinação de dois textos: o primeiro foi publicado com o título "Espectro do Fascismo", na CartaCapital n° 83 de 30/9/1998, à pág. 60; o segundo, como “Quem te viu...” na CartaCapital nº 262 de 15/10/2003, à pág. 38.Dois anos de tentativas de impor o Império tornam o Oriente Médio ainda mais caótico e perigoso.
Os líderes europeus que apoiaram Bush estão encurralados entre o humanismo racionalista e o desafio neoconservador.
Um breve relato do que foi a invasão e ocupação do Iraque pelas forças anglo-americanas.
Um resumo dos acontecimentos nas semanas que precederam a invasão do Iraque pelas tropas de Bush júnior e de seu poodle inglês, Tony Blair.
A guerra vale a pena para os EUA e as quatro irmãs, se conquistarem o Iraque e os fundamentalistas colaborarem.
Em 20 de março de 2002, o mundo que conhecemos completou seu quarto centenário.
Mas não adianta procurá-los: desapareceram nos buracos negros das análises enviesadas e das fraudes contábeis.
Saída estratégica pela direita
Por que o consenso neoliberal agora se torna imperial e dispensa a colaboração da centro-esquerda.
A nova ordem mundial pôs dinheiro sujo no lugar do ouro para sustentar o dólar – por isso precisa de tantas lavanderias.
O atentado de 11 de setembro mostrou que há mais coisas entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã economia.
Até o Banco Mundial já se preocupa em medir o aumento do fosso entre pobres e ricos com a globalização.
Enquanto os EUA tentavam derrubar as barreiras comerciais e qualquer resistência à hegemonia de suas mercadorias e à sua dominação política sobre a América Latina, os manifestantes de Québec lutaram para derrubar os muros da vergonha que se erguem entre os povos das Américas e suas cúpulas.
A exigência das transnacionais de um monopólio absoluto dos medicamentos inviabiliza o tratamento da AIDS nos países pobres.
A escravidão chega ao 3º milênio
A escravidão não é apenas (nem principalmente) um resíduo pré-moderno. Ela aparece não só no Brasil, como na Austrália, nos "tigres asiáticos" e nas capitais do primeiro mundo, perfeitamente inserida no que se tem chamado de mundo pós-moderno - ou seja, faz parte da globalização, da "flexibilização" do trabalho e do enfraquecimento das éticas tradicionais associados à globalização.
Banco Mundial e irreverência global
Os manifestantes contra o globalitarismo não têm um discurso unificado, mas merecem a simpatia da opinião pública só por mostrar que é possível desafiar o pensamento único da elite mundial simbolizado pelo Banco Mundial - mesmo se muitos de seus técnicos levantam duras críticas à globalização neoliberal e à prática de sua própria instituição em nome de um liberalismo de face humana.
A falência do projeto Iridium é um interessante exemplo de ineficiência de uma transnacional capitalista que lidera a tecnologia em seu campo, mas não consegue prever as conseqüências da combinação de sua arrogância tecnológica com sua cegueira em relação às reais condições sociais do mundo em que vivemos.
Com a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), as importações do Brasil aumentarão 15,5% e as exportações, apenas 6,7%. Se entrar em vigor, passaremos a ter um grau de dependência comercial dos EUA semelhante ao que hoje têm a Colômbia ou o Equador (atualizado em dezembro/2000).
Os 20% mais ricos do mundo têm renda 74 vezes maior que os 20% mais pobres. Em 1960, a relação era de 30 vezes e, no auge do imperialismo do século 19, era de 7 vezes. As fortunas somadas das 358 pessoas mais ricas do mundo superam o PIB total de países que reúnem 45% da população do planeta. O resto é otimismo de ocasião.
Nos velhos imperialismos - do império espanhol ao britânico - a relação entre metrópole e colônia era comparável à relação entre senhor e servo. No novo imperialismo - o dos EUA do pós-guerra - tem-se assemelhado mais à relação entre um coronel do sertão e seus "peões". Agora caminhamos para algo mais parecido à relação impessoal entre capitalista e empregado - é essa forma mais avançada de imperialismo que chamamos de globalização.
Em 1995, no âmbito da OCDE, começaram discretamente a serem negociados os termos do assim chamado Acordo Multilateral sobre Investimentos (AMI). Sob este nome, discute-se nada menos que a redistribuição do poder mundial depois da queda da URSS, o equivalente no final do milênio do Tratado de Tordesilhas de 1494, do Tratado de Westfália de 1648, do Congresso de Viena de 1815, do Tratado de Versalhes de 1918 e dos Acordos de Yalta de 1945. Não só pela abrangência, mas também pelo modo como as decisões sobre os destinos do mundo são tomadas dentro do círculo fechado dos vencedores, de forma completamente ignorada pelo público e até pela maior parte dos meios políticos nacionais, para depois serem apresentadas como fato consumado e irrevogável.
Não se pode atribuir a crise asiática a erros pontuais de política econômica. Também não basta culpar corrupção, nepotismo, autoritarismo, egoísmo e acomodação das elites, recusa de encarar a realidade - vícios que nas últimas décadas eram vistos como traços intrínsecos (se não genéticos) das culturas latino-americanas e eslavas e que agora os analistas do primeiro mundo descobrem, surpresos, que também prosperaram em meio à supostamente austera e patriótica cultura asiática. Tais problemas não são causas, mas apenas sintomas de um desenvolvimento desequilibrado e desigual, distorção que se torna cada vez mais inevitável para todo país periférico que tenta "alcançar" os países centrais dentro das regras do jogo capitalista.
Teoria e prática do livre comércio
Os superindustrializados Estados Unidos destróem nosso esforço de industrialização obrigando-nos a eliminar nossa proteção ao mercado interno em nome do livre comércio, fecham suas próprias fronteiras às importações dos produtos em que se sentem menos competitivos e - mostrando sua competência no que se refere a superexploração - ainda fazem os empresários de nosso país investir os escassos recursos extraídos do sacrifício do povo brasileiro para manter indústrias e empregos... nos Estados Unidos.
A China está de olhos bem fechados?
A entrada da China na OMC estreita os laços do país com o capitalismo mas não se trata de uma rendição incondicional, como quer fazer crer a maioria da imprensa ocidental. As questões culturais suscitadas pela abertura econômica, no entanto, são ainda mais nebulosas
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